quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os sete pecados da propaganda “verde” enganosa



Na semana passada(final de julho/11)começaram a valer as novas regras do Conar para apelos relacionados à sustentabilidade nas propagandas. A ideia é evitar o greenwashing (ou “maquiagem verde”) e alertar o consumidor para possíveis enganos na hora de escolher o que comprar.

Vamos ver algumas formas para reconhecer o que é verdade e o que é mentira nos produtos “verdes”.

Como não se deixar enganar

A verdade é que a fabricação de qualquer produto deixa rastros no meio ambiente. O importante é saber como o fabricante utiliza os recursos naturais (buscar formas menos agressivas é um diferencial) e como são as condições de trabalho de quem participa do processo de fabricação dos produtos – do começo ao fim (por exemplo: quando um produto tem, em alguma parte da sua cadeia de produção, condições de trabalho análogas à escrava, é contraditório que se autointitule “sustentável”).
Portanto, não se deixar levar por promessas milagrosas de “zero” impacto é o primeiro passo. Outra coisa é exigir que o produto que você está escolhendo na prateleira do supermercado seja claro. De nada adianta um selo na embalagem, se não há meios de entender o que ele quer dizer.

Segundo o Dossiê Verde do site Ideia Sustentável, a tendência “verde” traz muitos oportunidades para o mercado. O problema é quando as empresas não têm “critérios claros a respaldar suas pretensões ambientais” e utilizam “símbolos e apelos visuais que podem induzir o consumidor a conclusões erradas sobre o produto ou serviço que deseja comprar.”

O relatório The Sins of Greenwashing, da consultoria TerraChoice Environmental Inc., classifica o greenwashing em sete pecados. Segundo o estudo de 2010, em um ano o número de produtos que se dizem verdes subiu 73%. Veja como reconhecer um pecador:

1. Pecado do Custo Ambiental Camuflado
Rótulo destaca uma qualidade “verde” do produto e esconde outras características que podem representar uma perda ambiental maior. Ou seja, ao pesar na balança, o malefício não-anunciado é maior que o benefício anunciado.
Pergunte-se: o apelo ecológico está se referindo a apenas uma questão ambiental restrita?

2. Pecado da Falta de Prova
Faltam dados que provem que o produto é correto ambientalmente e as informações não são acessíveis (nem no local de compra, nem na internet). Por exemplo: eletrodomésticos que dizem ser eficientes, porém não têm certificação confiável. Se um produto diz que é uma coisa, deve comprovar.
Pergunte-se: o apelo fornece mais informações sobre sua proveniência?

3. Pecado da Incerteza
Quando o consumidor não entende a informação passada e confunde significados. Alguns exemplos estão nas expressões “natural” (arsênio, urânio e mercúrio são naturais, mas venenosos) e “amigo do meio ambiente ou ecologicamente correto” (pedem uma explicação complementar – afinal, ecologicamente correto, por si só, não quer dizer muita coisa). Segundo a pesquisa, é o pecado mais comum entre os produtos brasileiros – representa 46% de todos cometidos por aqui.
Pergunte-se: o apelo ambiental é autoexplicativo? Se não, apresenta alguma explicação sobre seu significado?

4. Pecado do Culto a Falsos Rótulos
O produto transmite a impressão errada quando parece que tem um selo confiável e não tem – tipo desenhos de uma arvorezinha ou de um planeta fofo que estão ali só para “encher linguiça” e podem confundir o consumidor.
Pergunte-se: o certificado apresentado pelo produto é realmente endossado por terceiros?

5. Pecado da Irrelevância
Quando é dado destaque para informações que não são importantes ou úteis na busca do consumidor. Ou seja, o rótulo distrai e pode fazer com que a pessoa deixe de procurar opções melhores. Um exemplo citado no estudo é quando uma embalagem traz a mensagem “não contém CFC” como se fosse um diferencial (a substância foi banida por lei há anos).
Pergunte-se: poderiam todos os produtos desta categoria apresentar o mesmo apelo?

6. Pecado do “Menos Pior”
O benefício ambiental do produto pode até ser verdadeiro, mas esconde o impacto da sua indústria como um todo. Por exemplo, pesticidas que se apresentam como ecologicamente corretos. No Brasil, a pesquisa não encontrou produtos que comentem este pecado – e no resto do mundo a incidência também foi pequena.
Pergunte-se: o apelo tenta fazer o consumidor se sentir mais “verde” em relação à categoria de um produto que tem seu benefício ambiental questionado?

7. Pecado da Mentira
Como o nome diz, a informação passada é falsa. O segmento de cosméticos e higiene pessoal foi o que mais apresentou apelos mentirosos no estudo. Brasil e Canadá foram os mais pecadores nesse quesito.
Pergunte-se: quando checo o apelo feito, ele é verdadeiro?

A escolha é sua

No site do Conar, é possível denunciar um anúncio ou empresa (o formulário está na parte inferior página inicial). Além disso:
- Questione-se sobre os produtos que você compra;
- Pesquise. Na dúvida, busque outras opções de marca;
- Use a internet para polemizar, debater, perguntar, expor dúvidas e compartilhar informações com outros consumidores.

Enfim, faça a sua parte como consumidor para que o verde não seja só “fachada”.
(As ilustrações foram retiradas do Greenwashing Report 2010, do TerraChoice)

Lydia Cintra
Revista Superinteressante - agosto/11
(As ilustrações foram retiradas do Greenwashing Report 2010, do TerraChoice)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uma modelo pela causa das florestas e matas



Gisele Bundchen, modelo brasileira está lançando o seu apelo à preservação das Matas e Florestas. Modelo também nas causas ecológicas. Um alerta para todos e os decisores pelas políticas mundiais de meio ambiente protegerem as matas. Alerta.

Valeu!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Gestão: dar e receber

Por Seth Godin

A potência, estabilidade e longevidade de uma tribo está diretamente relacionada à maneira como são tratados pelos seus membros.

Quando muitos deles buscam a tomar, para enriquecer a si mesmos e para encontrar uma brecha ou vantagem, o grupo fica enfraquecido.

Cultura e gestão não são a mesma coisa - quando nós fortalecemos a nossa organização, quando incentivamos e respeitamos os nossos colegas de trabalho, a gestão segue isso. Grupo para cima, e não de cima para baixo.

Sociedade e do governo não são a mesma coisa. A tribo que temos é a tribo que construímos.

Eu não acho que podemos abdicar de nossas responsabilidades dentro de uma tribo para o líder.

A oportunidade é simples: quanto mais cada indivíduo dá, mais cada um de nós acaba ganhando.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Geração T: indivíduos que sabem de tudo, mas não avaliam nada

Entre os indivíduos que fazem parte das famosas gerações X e Y, foi identificado um comportamento que classifica uma parcela deles em uma nova modalidade, a Geração T.

Apesar de não limitar a uma faixa de idade, a geração T é formada principalmente por jovens que sabem de absolutamente tudo que está acontecendo no mundo, mas não são capazes de analisar, comparar ou emitir qualquer opinião a respeito de nenhum assunto.

O “Tê” vem justamente da palavra testemunha, já que tais indivíduos não passam de meros espectadores dos fatos. De acordo com o profissional de comunicação e ex-executivo de marketing Luciano Pires, esse grupo “sabe de tudo, mas não sabe o porquê das coisas”.

Comportamento

Entre suas principais características, é possível dizer que o que eles mais sabem fazer é contar para os outros o que viram. Segundo Pires, observa-se que esse público, ao participar de eventos ou ao ter contato com as informações, é capaz apenas de reproduzir o que lê ou ouve, sem formar opinião sobre nada

Pires tenta explicar esse comportamento recorrendo à tecnologia. Segundo ele, as facilidades que a tecnologia proporciona, como o rápido acesso às informações e a simplicidade em se conectar com as pessoas, faz com que os jovens se esqueçam do conteúdo, se entregando "de corpo e alma" ao processo.

“É como um estudante de propaganda que, fascinado pelo design do anúncio, acaba deixando de lado os atributos de venda do produto. Ou um diretor de cinema que, da mesma forma, fascinado pelos efeitos especiais, deixa de lado a riqueza do roteiro e das ideias”, explica ele. Essa lógica nada mais é do que o tradicional conflito entre forma e conteúdo.

Geração T no trabalho

Mas, se foi identificada uma geração que está mais interessada em reproduzir e se conectar do que avaliar e criticar, seria interessante também entender como esse comportamento pode afetar a construção de suas carreiras.

Os jovens da geração T, no ambiente de trabalho, são aqueles que fazem o que são mandados fazer, que vão para onde são mandados ir e que o máximo que conseguem é criticar, seja o chefe, a empresa ou a vida.

No seu comportamento não se observa um espírito crítico, capaz de melhorar os processos. É exatamente neste ponto que sua carreira não vai para frente, já que as empresas estão em busca justamente de profissionais que tenham capacidade de julgamento e que saibam tomar decisões. “A geração T julga e decide pela cabeça dos outros”, salienta Pires.

É importante ressaltar que o principal problema dessa geração não está relacionado com sua eficiência operacional, mas sim com sua atitude, uma atitude tão superficial frente ao que acontece no mundo que atrofia sua capacidade de julgar, criticar e analisar.

Por: Infomoney
Fonte: www.administradores.com.br

terça-feira, 31 de maio de 2011

Novo blog no ar: Movimento da Orla do Guaíba busca incentivar a cidadania em Porto Alegre e redondezas




A Orla do Guaíba já tem um blog para aglutinar ideias e planos de uma cidade com maior qualidade de vida, preservação do meio ambiente (dito ambiente natural, corretamente falando), espaço de cultura, lazer e esportes e educação ambiental; é o blog do Movimento em Defesa da Orla do Guaíba, criado pela Anima Idéia.

O nome é extenso, assim como os ideiais dessa equipe de voluntários de várias ongs ambientais e associações de bairros, sociológos, arquitetos, artistas, engenheiros ambientais, comunicadores que trabalham em busca de um mesmo ideal: transformar a orla do Guaíba e adjacências do Centro Histórico e Cais do Porto em um lugar integrado de uso da população.

Todos estão convidados a participarem, o movimento está aberto.

Conheça o blog:
Blog do Movimento em Defesa da Orla do Guaiba

Acompanhe pelo Facebook também:
Movimento Defesa da Orla

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Grande empresa retorna a embalagem



Essa é de uma grande empresa, para criar nova expectativa em seus clientes, reaplicou uma embalagem antiga em seu produto.

A P&G trouxe de volta algumas embalagens antigas de seus produtos de limpeza nos EUA. Ao longo desse mês, o sabao líquido Tide e os amaciantes Downy e Bounce estao sendo vendidos em embalagens retrô.

Uma ação ousada para mostrar há quanto tempo está no mercado, valorizar a nostalgia, causar lembrança de marca, demonstrar que também pode surpreender ainda.

Pequenas empresas: grandes impressões

As empresas são avaliadas por impressões adquiridas em 360 graus, mesmo em um pequeno contato, está sendo avaliada.

Ser humano julga, critica e avalia a todo momento, isso é inato, mesmo sem estar com expectativas ou com pouca vontade, sempre há um pensamento avaliativo. Em pesquisas de satisfação de clientes e avaliação de marcas, pode-se pesquisar como isso ocorre e encontrar algumas soluções para aumentar estas impressões.

Qualidade é avaliação constante em um mundo competitivo. Qualidade em serviços, uso do produto, e após o descarte.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pequenas empresas grandes negócios

Pequenas empresas podem e incomodam muitas empresas grandes, seja pela sua rapidez em gerar novos produtos e serviços, seja por sua audácia e vontade em crescer.

As empresas pequenas tem muitas vantagens acima das grandes, pois podem oferecer maior qualidade em serviços, maior personalização e maior empatia com seus clientes e consumidores.

Conhecendo a cara e o que seus clientes querem, as empresas pequenas tendem a direcionarem-se a pequenos nichos e ali liderarem em serviços, qualidade e performance. Possuem um quadro gerencial menor, mais próximo e menos suscinto a disputas políticas internas, como nas grandes empresas, onde projetos de um determinado gerente as vezes não são pautados em outras gerências, estragando planejamentos estratégicos e esperanças de mudanças. Vi já muito disso acontecer.

As pequenas empresas tem muitas qualidades e vantagens, que se orquestradas e planejadas com dedicação e pesquisa de mercado, podem sim,aumentar sua participação de mercado. Oferecer qualidade acima do esperado em seu mercado, sempre pesquisando novas tendências e novas aspirações de seus clientes-potenciais e clientes-foco são uma grande saída.

Não importa onde estejam localizadas, se em um bairro longinquo da cidade, ou numa garagem ou espaço alternativo. Precisam cheirar a novidade, serem bem apresentadas, com estilo, com projeto, com pensamento de marca e publicidade.

Um case:

Em Canoas, uma eletrônica na década de 90 vendeu todos os estoques de antenas UHF das lojas de eletrônica da Avenida Alberto Bins, tudo em movimentação de oferecer aos moradores jovens de Canoas a captação de imagem de uma nova televisão UHF que surgia naquela década, a MTV. Foi um dos primeiros cases que tive, e apesar da vergonha e da dúvida de seus dois sócios ser uma eletrônica de garagem, a eletrônica foi se superando mês a mês por entregar em dia e fazer concertos de tv, som, tudo com qualidade. Foi sensacional. Av Alberto Bins sem antenas UHF!! Uma grande sacada, que surgiu da necessidade de ver tv MTV... A moral da história é que para mim, ao meu ver "não importa o lugar, não importa onde esteja, o que importa é onde você quer chegar". Sede é tudo.

Vanessa Melgare

terça-feira, 10 de maio de 2011

A ética dos infograficos

Gostamos de infograficos - mas é bom lembrar que só valem se forem baseados em fatos verificados. Nao foi o caso de muitos dos infograficos sobre a morte de Osama bin Laden - usavam informaçoes nao confirmadas, que foram desmentidas poucos dias depois.

Exasperados com esses erros, Juan Antonio Giner, presidente do Grupo Internacional de Consultores de Inovaçao em Mídia e professor em Navarra, Columbia, Stanford e Harvard - e Alberto Cairo, especialista em Infografia e Multimídia, resolveram lançar 1 abaixo-assinado. Traduzidos pelo Knight Center for Journalism in the Americas, veja os mandamentos da declaraçao reproduzidos abaixo. O código ja foi assinado por 58 jornalistas do mundo inteiro - até este momento.

fonte:
Abracarioca -Blue Bus


(1) Um infográfico é, por definiçao, uma apresentaçao visual de fatos e dados. Nao se pode elaborar um gráfico sem informaçoes confiáveis

(2) Nenhum infográfico deveria incluir elementos nao baseados em fatos

(3) Nenhum infográfico deveria ser apresentado como factual quando é baseado em suposiçoes nao confirmadas

(4) Nenhum infográfico deveria ser publicado sem a citaçao de suas fontes

(5) Os profissionais de infografia deveriam se negar a produzir trabalhos baseados em suposiçoes feitas para tornar os gráficos mais espetaculares

(6) A infografia nao é ilustraçao em arte. É jornalismo gráfico e deve seguir as mesmas normas éticas das demais áreas da profissao.

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